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UFOPA: compra do seminário Pio X: a quem interessa?


Prezada comunidade Tapajônica, Corre a passos largos a noticia de que a UFOPA está adquirindo o Seminário Pio X junto a diocese de Santarém. Em que pese o alto valor da negociação, falta de transparencia nos tramites estatutários da UFOPA e vislumbrar que o local poderia se transformar em um museu pedagógico ou mesmo abrigar algumas atividades administrativas, posiciono-me contra a transação tendo em vista que: 1. A transação comprometerá o futuro orcamentário da universidade tendo em vista que para 2018 foi disponibilizado pela LOA apenas 10 milhoes para investimentos em toda a universidade. 2. Apesar de haver a liberação de parte do valor pelo MPOG,dinheiro que talvez nao volte para a universidade caso não se consume a transação, honrar o saldo devedor comprometeria os parcos saldos para investimento para os anos subsequentes a 2018 e demandaria alto valor desse mesmo fundo para adequações das instalações. 3. construir instalações projetadas pela própria universidade e em seus dominios já estabelecidos é mais eficiente. 4. A UFOPA possui muitas demandas por instalações fora da sede, que deveriam ser consideradas. 5.Não haver parecer técnico que demonstre a positividade da compra para diminuir a pressão sobre os pagamentos de alugueis, por novas salas de aulas e por espaços de atividades administrativas. 6. A aquisição de terrenos por parte da União não precisa envolver valores financeiros tendo em vista o estoque de terrenos publicos ao redor da cidade que poderiam ser transferidos de domínio para a UFOPA por meio do Serviço de Patrimonio da União (é o caso do terreno do BEC próximo ao Seminário). 7. O entrave colocado a verticalização do campus Tapajós pela Lei de Parcelamento Uso e Ocupação do Solo de Santarém que nao permitia a construção de prédios maiores do que 4 andares foi superada de modo que naquele perímetro passou-se a permitir a verticalização. Aproveito para registrar a seguinte sugestão inspirado no movimento #todosparaotapajós: Transformar o campus Rondon no setor de pós-graduação abrigando a PROPPIT, os cursos de pós e as atividades administrativas concernentes. Eventualmente, se houver espaço, abrigar também grupos de pesquisas e seus correlatos de pesquisa. Como afirmei, trata-se de uma sugestão, mais no sentido de mostrar a impertinência da compra do Seminário neste momento em que as projeções de cortes orçamentários são latentes.

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